O acompanhamento com Ana Clara Andrade Santos, CRN-1 nº 19825, em Goiânia, tem um recorte declarado: pessoa adulta, demanda individual, atendimento particular, presencial ou por telenutrição. Fora desse recorte, conduta médica e sofrimento psíquico mais amplo seguem para o profissional certo, e esta página explica o que eu não atendo e como o encaminhamento acontece.
O que está dentro do meu atendimento
Antes de falar sobre o que fica de fora, vale explicar o que está dentro, porque é esse recorte que organiza tudo o mais. Eu atendo pessoa adulta, em consulta individual, dentro de um acompanhamento nutricional particular. Presencial, no beLIV, em Goiânia, ou por telenutrição, para qualquer lugar do Brasil.
Isso significa que o ponto de partida de cada consulta é a sua demanda, e não uma lista fechada de diagnósticos que eu marco como aceitos ou recusados de antemão. Duas pessoas podem chegar com a mesma queixa e sair com caminhos diferentes, porque a avaliação nutricional olha para a rotina, o histórico e o objetivo de cada uma, não para um rótulo isolado.
Dentro desse recorte cabe uma faixa ampla de situações: rotina alimentar que travou, dificuldade para sustentar um plano, dúvida sobre como comer em torno do treino, desconforto digestivo recorrente, exame que pede atenção à alimentação, entre outras. O que essas situações têm em comum é que a alimentação tem um papel real a cumprir ali, e é esse papel que a consulta de nutrição resolve. O processo completo desse acompanhamento está descrito na página sobre como eu atendo.
O atendimento é sempre particular. Não existe intermediário de outra instituição decidindo o que entra ou não na sua consulta, e o valor é informado antes de você agendar, sem depender de negociação na hora.
A telenutrição segue essa mesma lógica de individualização. Regulamentada pela Resolução CFN nº 760/2023, ela exige inscrição ativa no CRN e cadastro na plataforma e-Nutricionista do Conselho Federal de Nutricionistas, cadastro que já está confirmado para o meu atendimento. O formato muda, a sala vira uma videochamada, mas o processo de avaliação é o mesmo.
Na prática, a primeira conversa é onde esse recorte é confirmado dos dois lados. Eu pergunto sobre a sua rotina, o seu histórico de saúde e o que já tentou antes, e é dessa conversa, não de uma ficha padrão preenchida às pressas, que sai a decisão sobre o que cabe numa consulta de nutrição e o que precisa de outro olhar. Se algo que você traz já indicar, ainda na abertura da conversa, que o caso pede outro profissional, eu digo isso na hora, em vez de seguir com uma avaliação que não vai resolver o problema real.
Esse recorte também define quem esse atendimento serve melhor. Ele foi pensado para pessoa adulta que quer entender o porquê de cada orientação, não só recebê-la pronta, e que busca um acompanhamento particular, sem depender de aprovação de terceiros para agendar ou para mudar de rumo no meio do processo.
Por que essas fronteiras estão declaradas aqui
Não é comum encontrar, no site de um consultório, uma página inteira dedicada ao que não é feito ali. A maioria fala só sobre o que é oferecido, e deixa a pessoa descobrir o limite na hora, dentro da consulta, às vezes depois de já ter agendado e pago.
Eu prefiro o caminho contrário. Dizer com antecedência o que fica fora do meu escopo evita duas coisas: que você marque uma consulta esperando uma resposta que a nutrição não dá, e que eu tente responder por uma competência que não é a minha só para não decepcionar quem chegou até aqui.
Isso também evita um tipo comum de frustração: gastar tempo de agenda, o seu e o meu, numa consulta que deveria ter sido filtrada antes de você sair de casa. Quando o limite está escrito, essa triagem acontece antes, não durante o atendimento.
Declarar um limite não reduz o cuidado, ele o fortalece. Uma profissional que sabe até onde vai a própria competência tende a encaminhar cedo, e não tarde, o que costuma fazer diferença real para quem precisa de outro tipo de ajuda.
O que fica com o médico
Existe uma linha que eu não atravesso, e ela não é sobre relutância, é sobre competência legal. Diagnosticar uma doença e decidir conduta medicamentosa, incluir, trocar, aumentar ou suspender um remédio, é ato privativo do médico. A Lei nº 12.842/2013 define essa competência, e embora a lei seja de 2013, essa divisão continua valendo: o que mudou nesses anos foi a quantidade de opções de tratamento disponíveis, não quem tem autoridade para prescrevê-las.
Na prática, isso aparece assim: se um exame que você traz mostra uma alteração, eu posso olhar para ele dentro do que a nutrição enxerga, e explicar o que aquilo pode significar para a alimentação. O que eu não faço é fechar o diagnóstico da alteração nem decidir se aquilo precisa de remédio. Essa parte é do médico que acompanha o seu caso, e quando ela é necessária, eu explico o porquê e encaminho.
Isso vale também para ajuste de medicação já em uso. Se uma pessoa está em tratamento médico e pergunta se pode reduzir ou trocar um remédio por conta da alimentação, a resposta nunca vem de mim. Essa decisão é do médico, com os exames e o histórico completo em mãos, e eu não interfiro nela, mesmo quando a pergunta parece simples de responder.
Reconhecer esse limite não enfraquece o meu trabalho, fortalece. Uma nutricionista que tenta responder por tudo, inclusive pelo que é do médico, está assumindo um risco que não é dela para assumir. O cuidado fica mais seguro quando cada parte é tratada por quem tem o preparo e o registro certos para aquilo.
Isso aparece com frequência em casos de condição crônica que já está sob acompanhamento médico. A pessoa chega com um diagnóstico fechado e um tratamento em curso, e quer saber como a alimentação pode apoiar esse tratamento. Eu trabalho junto, dentro do que compete à nutrição, mas nunca reavalio a conduta médica em si, nem sugiro pausar, trocar ou reduzir o que o médico prescreveu. Quando um dado novo aparece na conversa que pode interessar ao médico, o caminho é levar essa informação de volta para ele, não decidir por conta própria.
Alguns sinais ajudam a reconhecer, mesmo antes da consulta começar, quando um ponto pertence ao médico: exame com alteração que você ainda não mostrou a nenhum profissional, sintoma físico persistente sem investigação, ou dúvida sobre iniciar, trocar ou suspender qualquer tratamento em curso. Nesses casos, o caminho mais direto é o médico primeiro, e a parte de nutrição entra depois, alinhada ao que ele conduzir.
Um exemplo comum ajuda a ilustrar como isso acontece na prática. Uma pessoa chega à consulta relatando fadiga persistente e mudança recente de apetite, dois sinais que podem ter várias origens. Eu levanto a rotina alimentar e sigo com a parte que é de nutrição, mas explico que a fadiga persistente também pede avaliação médica, porque pode ter causa que a alimentação sozinha não resolve. A pessoa segue para essa avaliação, e o acompanhamento nutricional continua, ajustado ao que for identificado.
Quando o cuidado é da psicologia ou da psiquiatria
A comida carrega peso emocional, e isso aparece com frequência nas consultas: ansiedade, rotina exaustiva, relação difícil com o espelho, história de restrição que deixou marca. Eu escuto essa parte com atenção, porque ela influencia diretamente como uma pessoa consegue, ou não, sustentar qualquer orientação alimentar.
O que eu não faço é tratar sofrimento psíquico mais amplo como se fosse tema de nutrição. Quando uma pessoa descreve um quadro de ansiedade que atrapalha o dia inteiro, um período de tristeza profunda e prolongada, ou qualquer sinal que pede um olhar clínico próprio, esse cuidado é da psicologia ou da psiquiatria, dependendo do caso, e eu digo isso com clareza na consulta, sem transformar o assunto em tabu.
Encaminhar aqui não é empurrar a pessoa para longe. Muitas vezes o acompanhamento nutricional continua, em paralelo, enquanto a pessoa também constrói esse outro cuidado. Alimentação e saúde emocional não competem entre si, elas caminham juntas, e reconhecer que uma parte pede outro profissional é o que permite que as duas avancem de verdade.
Não prometo que a consulta de nutrição resolve sofrimento emocional, nem sugiro que ele vai desaparecer com o ajuste do prato. Seria uma promessa vazia, e o cuidado sério não trabalha assim. O que eu ofereço é escuta, honestidade sobre o que está fora do meu escopo, e o encaminhamento certo no momento certo.
Eu não fecho um quadro nem uso nome de transtorno durante a consulta de nutrição, porque essa avaliação não é minha para fazer. O que eu sinalizo é o padrão que apareceu na conversa, sem rótulo, e explico por que aquele padrão merece um olhar de quem tem formação específica para investigá-lo. Se a pessoa já está em acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, o meu trabalho segue em paralelo ao dele, trocando informação com o seu consentimento quando isso ajuda o cuidado como um todo, nunca por conta própria.
Outro exemplo ajuda aqui: quando uma pessoa descreve um período extenso de tristeza que já afeta o sono, o trabalho e o convívio, além da relação com a comida, existe ali algo maior do que o prato consegue resolver sozinho. A conversa sobre alimentação continua, com respeito ao momento da pessoa, mas o encaminhamento para psicologia ou psiquiatria entra nesse momento, não depois de meses tentando só ajustar o cardápio.
Como funciona o encaminhamento
Encaminhar faz parte do cuidado, não é uma interrupção dele. Quando um ponto da conversa aponta para fora do escopo da nutrição, seja uma questão médica, seja uma questão psicológica, eu explico o motivo diretamente, na própria consulta, sem deixar essa informação para depois.
O passo seguinte é orientar sobre que tipo de profissional faz sentido buscar, considerando o que apareceu na conversa. Eu não indico uma pessoa específica sem que você peça, porque a escolha de quem vai te atender é sua, mas explico o que procurar: um médico da especialidade relacionada ao sintoma, por exemplo, ou um psicólogo com experiência na questão que surgiu.
Quando o encaminhamento acontece, o acompanhamento de nutrição não precisa parar. Se o seu caso permite, seguimos com a parte que é da alimentação enquanto você organiza o cuidado com o outro profissional, e eu ajusto o que for preciso conforme esse outro cuidado avança.
O que eu não faço é prometer o resultado desse encaminhamento. Não sei, e ninguém sabe de antemão, quanto tempo um tratamento médico ou psicológico vai levar, nem qual será o desfecho. O que posso garantir é que a indicação foi pensada com cuidado, a partir do que a conversa revelou, e não por protocolo automático repetido para qualquer pessoa.
Na prática, isso costuma acontecer dentro do próprio horário reservado para a consulta, sem cobrança extra por esse tempo de conversa. Eu registro, por escrito, um resumo do que foi identificado e do motivo do encaminhamento, para que você tenha esse material em mãos ao procurar o outro profissional, em vez de precisar reconstruir a explicação de memória. Isso vale tanto para um encaminhamento médico quanto para um encaminhamento psicológico, e o formato é o mesmo nas duas modalidades de atendimento, presencial ou por telenutrição.
O investimento e como isso se encaixa aqui
Informar o valor da consulta antes de você agendar não é cortesia, é dever profissional. O atendimento aqui é particular, sem desconto por tempo limitado e sem vaga anunciada como escassa, prática vedada pela Resolução CFN nº 856/2026. Você recebe o valor com antecedência, decide com calma, e agenda quando fizer sentido para você, não sob pressão de prazo.
Isso vale tanto para quem já sabe que o caso está dentro do que eu atendo quanto para quem ainda tem dúvida. Perguntar antes de agendar não atrasa nada, evita que você chegue à consulta sem saber se aquilo era o que precisava. Se a resposta for que o seu caso pede outro profissional, essa informação também chega antes, junto com a explicação do motivo.
O valor da primeira consulta cobre a avaliação completa, a escuta ampliada do seu histórico e a construção inicial do plano. Consultas de retorno têm valor próprio, informado do mesmo jeito, com antecedência e sem depender de pacote fechado vendido de uma vez.
Quem já decidiu que quer começar o acompanhamento presencial encontra os detalhes de local, agenda e valor reunidos na página de atendimento em Goiânia. Quem prefere o formato online segue pelo mesmo processo, só muda o encontro, que passa a ser por videochamada, dentro da telenutrição regulamentada pelo CFN.