A primeira consulta com a nutricionista Ana Clara Andrade Santos (CRN-1 nº 19825) no beLIV, em Goiânia, é uma conversa estruturada sobre a sua rotina, o seu histórico e o seu objetivo, não uma sessão de pesagem ou medição corporal. Ela dura em torno de uma hora e serve para entender o seu caso antes de qualquer plano.
Se você já procurou “como é a primeira consulta com nutricionista” antes de marcar a sua, sei o que estava buscando. Não era uma lista de regras. Era saber se ia ser confortável.
Muita gente adia esse primeiro passo por causa de um medo bem específico: chegar, subir numa balança, ouvir um número e sentir que a consulta já começou te julgando. Esse medo tem motivo. Boa parte do que se descreve por aí sobre consulta com nutricionista começa exatamente assim, com pesagem e medição logo na porta, num modelo que trata avaliação corporal como o primeiro ponto da conversa.
Esse medo aparece nas mensagens que recebo com frequência, mesmo antes de a pessoa marcar. “Vou ser julgada?” “Preciso já saber o que quero comer?” “E se eu não conseguir explicar direito o que sinto?” Nenhuma dessas perguntas tem resposta simples de uma linha, e é exatamente por isso que decidi escrever este texto com detalhe, em vez de resumir tudo numa lista curta.
Aqui não é assim. Vou te contar exatamente o que acontece, do momento em que você entra até o que sai desse primeiro encontro, sem pular nenhuma parte.
O que levar para a primeira consulta
Você não precisa se preparar demais para vir. Não existe uma lista de exigências difícil de cumprir.
O que ajuda, se você tiver:
- Exames recentes, principalmente dos últimos seis meses, se já tiver feito algum.
- Lista de medicamentos e suplementos que você usa hoje, só o tipo e a frequência, sem precisar trazer as embalagens.
- Um resumo mental da sua rotina de sono, trabalho e refeições, do jeito que ela realmente é, não do jeito que você gostaria que fosse.
Se você não tiver nenhum exame recente, não é um problema. A consulta acontece do mesmo jeito, e eu posso indicar ao final quais exames fazem sentido pedir ao seu médico, se a conversa apontar essa necessidade. O mais importante você já traz sem esforço nenhum: a sua história.
Também não precisa chegar com um roteiro decorado do que dizer. Tem gente que passa a semana anterior ensaiando frases, tentando adivinhar o que eu vou perguntar, com medo de “errar a resposta”. Não existe resposta errada aqui. Se você chegar e só conseguir dizer “estou cansada e não sei mais o que comer”, isso já é o suficiente para começarmos. A minha parte é organizar o que você trouxer, não cobrar que você já chegue organizada.
Se estiver tomando algum medicamento contínuo, vale mencionar mesmo que pareça não ter relação com alimentação. Alguns remédios alteram apetite, digestão ou absorção de nutrientes, e essa informação muda o meu raciocínio sobre o seu caso desde o início.
Como começa a conversa
Aqui está o ponto que mais separa essa consulta do que costuma se descrever por aí. Eu não abro perguntando o seu peso.
A consulta começa com uma pergunta simples: o que te trouxe até aqui. A partir dela, eu vou entendendo o seu dia real, não um dia ideal que você acha que devia estar vivendo. Horário de acordar, rotina de trabalho, como é o almoço num dia comum, o que muda no fim de semana, como anda o sono.
Essa conversa não é preenchimento de formulário. É escuta, com perguntas que se ajustam conforme você fala. Se você mencionar algo que parece pequeno, tipo “eu como rápido porque nunca tenho tempo”, eu volto nesse ponto, porque geralmente ali mora parte da resposta.
E se eu não souber explicar direito o que sinto?
Isso acontece com bastante gente, e não atrapalha em nada. Nem toda pessoa chega com clareza sobre o próprio padrão alimentar, e parte do meu trabalho é justamente ajudar você a colocar em palavras algo que, até então, só era sensação.
Se você disser “eu como mal, mas não sei explicar o que é comer mal para mim”, eu vou perguntando de outro jeito, por outro ângulo, até a resposta aparecer com mais nitidez. Às vezes a clareza só chega no meio da conversa, quando você conta um episódio específico, tipo o que aconteceu ontem no jantar, e ali a gente enxerga o padrão junto.
Por que não começo pela balança
A maioria dos modelos de primeira consulta que você vai encontrar coloca a avaliação física, peso, dobra cutânea, bioimpedância, como primeiro passo. Entendo a lógica: são dados objetivos, fáceis de registrar.
O problema é o efeito que isso tem em quem já chega com vergonha do próprio corpo. Uma pesagem logo na entrada transforma a consulta em exame antes mesmo de eu saber quem é você. E isso trava a conversa exatamente na parte que mais importa, que é você falar com liberdade sobre o que come, sobre o que sente vontade de mudar, sobre o que já tentou e não deu certo.
Prefiro inverter a ordem. Primeiro a conversa, depois, se fizer sentido para o seu caso, os dados objetivos entram no processo, sempre combinados com você, nunca como ponto de partida obrigatório. Você não vai subir numa balança sem saber por quê nem sem concordar antes.
Isso não significa que dado objetivo nunca importe. Em alguns casos, principalmente quando existe uma questão clínica associada, acompanhar um parâmetro físico ao longo do tempo ajuda a entender se o plano está funcionando. A diferença é o momento e o consentimento: essa decisão nasce de uma conversa sobre por que faria sentido para você, não de um protocolo aplicado automaticamente em todo mundo que entra pela porta.
Também acontece de a pessoa chegar já pedindo para ser pesada, porque prefere acompanhar assim. Nesse caso, eu atendo o pedido, porque a escolha é sua. O que eu não faço é impor isso como abertura padrão da consulta, sem perguntar se você quer.
O que perguntamos e por quê
Cada pergunta que eu faço tem um motivo. Não é curiosidade solta, é montar o quadro completo do seu caso.
Pergunto sobre rotina de sono, porque noite maldormida muda apetite e escolha alimentar no dia seguinte, e isso é um mecanismo conhecido, não coincidência. Pergunto sobre relação com a comida, se existe culpa depois de comer, se existe restrição seguida de descontrole, porque esses padrões pedem uma abordagem diferente de quem só precisa organizar horário de refeição.
Pergunto sobre histórico de dietas anteriores, o que você já tentou, o que funcionou por um tempo e parou de funcionar, o que você nunca conseguiu sustentar. Essa parte evita que eu repita algo que você já sabe que não serve para você.
Pergunto sobre contexto de vida: trabalho, filhos, se mora sozinha ou acompanhada, se cozinha em casa ou depende de comida fora. Um plano que ignora esse contexto é um plano que não sobrevive à segunda semana.
E pergunto sobre o objetivo, com todas as suas palavras, sem eu traduzir isso para um número antes da hora. Às vezes o objetivo real demora para aparecer, e tudo bem. A consulta tem tempo para isso.
Também pergunto sobre digestão, sobre como anda o intestino, sobre sintomas depois de comer certos alimentos e sobre a relação com álcool, quando ela existe. Nenhuma dessas perguntas serve para constranger. Servem para eu não deixar passar algo que pode estar afetando o seu bem-estar sem que você tenha ligado os pontos ainda.
O que fazer se algumas perguntas te deixarem desconfortável
É legítimo sentir desconforto em alguma pergunta, principalmente se ela toca um assunto que você nunca conversou abertamente com ninguém, nem com médico. Se isso acontecer, você pode simplesmente dizer que prefere não entrar nesse ponto agora, e eu respeito. A consulta não é um interrogatório, é uma construção conjunta, no seu ritmo.
Quanto tempo dura e o que muda entre presencial e online
A primeira consulta dura em torno de uma hora. Esse tempo é o que costuma ser necessário para eu ouvir a sua história com atenção, sem cortar você no meio de uma frase para seguir um roteiro.
No beLIV, o atendimento acontece presencialmente, num espaço pensado para deixar você à vontade, não numa sala fria de consultório tradicional. Para quem mora fora de Goiânia, treina em horário difícil ou simplesmente prefere resolver de casa, existe a opção de telenutrição, regulamentada pelo Conselho Federal de Nutricionistas desde 2023. A estrutura da conversa é a mesma nos dois formatos: o que muda é o meio, não a profundidade da avaliação. Você encontra mais detalhes sobre as duas modalidades na página de nutricionista em Goiânia.
Quem escolhe o presencial costuma citar dois motivos principais: gostar do espaço físico do beLIV como um momento só seu na semana, e sentir mais facilidade de se abrir olhando no olho, sem tela no meio. Quem escolhe a telenutrição costuma citar a logística: economizar o deslocamento em Goiânia ou conseguir encaixar a consulta num intervalo curto de trabalho, já que ela acontece de onde você estiver, no Brasil inteiro.
Não existe formato superior ao outro. A pergunta que costuma ajudar a decidir é prática: em qual dos dois você vai conseguir se abrir com mais facilidade e sustentar os retornos ao longo do tempo? A resposta é diferente para cada pessoa, e as duas modalidades entregam o mesmo cuidado.
Sobre o investimento
O atendimento é particular, sem convênio nem plano de saúde envolvido. Informar o valor com clareza antes do agendamento é um dever do meu registro profissional, não um favor, e você encontra esse valor no bloco de investimento do atendimento presencial, junto com o que está incluído nele. Prefiro que você chegue à consulta já sabendo o que esperar, sem surpresa nenhuma no meio do caminho.
Entendo que decidir investir num acompanhamento particular é uma escolha que pesa no orçamento, e não trato isso como um detalhe menor. Por isso a informação do valor vem antes do agendamento, para que a decisão seja sua, com todos os dados na mão, sem depender de uma triagem inteira só para descobrir o número no fim.
O que sai dessa primeira conversa
Não é um plano genérico impresso na hora. É um entendimento claro do seu caso e uma direção combinada entre nós duas.
Dependendo da complexidade da sua história, o plano alimentar pode sair fechado ainda naquele mesmo encontro ou ser construído com mais calma e entregue num retorno próximo. Não porque eu queira te fazer voltar sem necessidade, mas porque um plano que reflete de verdade o que você contou vale mais do que um modelo pronto ajustado às pressas. O método completo de como eu conduzo esse acompanhamento, do início aos retornos, está descrito em como eu atendo.
O que eu posso te garantir é o processo: escuta real, perguntas que fazem sentido, e um plano pensado para a sua vida, não para uma média de pessoa que não existe. O resultado desse processo depende de muitas variáveis, e por isso não prometo número nem prazo, prometo atenção.
Como fica o combinado para os próximos passos
Antes de você sair do beLIV, ou encerrar a chamada, se for telenutrição, a gente alinha o que vem depois: quando é o próximo retorno, o que muda no seu dia a dia a partir dali e o que fica de tarefa para você até lá. Nada disso é imposto de cima para baixo. É construído junto, considerando o que é realista para a sua rotina, não o que seria ideal numa vida sem restrição de tempo.
Se surgir alguma dúvida entre uma consulta e outra, existe canal de contato para isso, e você não precisa guardar a pergunta até o próximo encontro marcado.
Quem não deve adiar a primeira consulta
Tem gente que espera o “momento certo” para procurar acompanhamento, achando que precisa estar mais organizada, mais disciplinada ou mais preparada antes de sentar comigo. Não existe esse ponto de partida ideal.
Se você já tentou seguir dieta pronta e não sustentou por mais de duas semanas, se sente que come no automático sem perceber, ou se simplesmente cansou de adivinhar sozinha o que funciona para o seu corpo, esse já é motivo suficiente para marcar. Você não precisa chegar “pronta” para a primeira consulta. Ela existe justamente para organizar o que ainda está bagunçado.
Quem trabalha em turnos irregulares, quem viaja com frequência a trabalho ou quem simplesmente não consegue coordenar agenda para vir presencialmente também não precisa adiar: a telenutrição resolve exatamente essa barreira, com a mesma conversa estruturada descrita aqui, só que na tela em vez do beLIV.
Também vale marcar se você está no meio de uma fase de mudança, começando um treino novo, ajustando rotina de trabalho, atravessando uma fase mais corrida da vida. Não é preciso esperar a poeira baixar para procurar apoio. Muitas vezes é justamente durante a mudança que a alimentação mais precisa de ajuste, e adiar só empurra o desconforto para mais adiante.
Se a única coisa que está te segurando é o medo de ser julgada, releia este texto até o começo. Essa é exatamente a parte que este atendimento não faz.